Só Deus sabe como lamento não ter ido ao Rock in Rio 2011. Depois de 25 anos, o festival voltou a acontecer no Brasil e eu não estive lá. Fui somente através dos jornalistas que cobriram lindamente o evento e também pelas tv´s que mostraram alguns shows pela internet.
Foi assim que pude ouvir o show da Joss Stone. Achei maravilhosa a simplicidade com que ela leva sua arte. No mesmo dia e em shows anteriores alguns cantores fizeram shows pirotécnicos, com inúmeras trocas de roupas, beijinhos e sedução de fãs, mas nada se compara ao fato de chegar e cantar com excelência. Foi assim que a londrina escolheu seduzir seus fãs: com voz e excelência.
Pena que durou tão pouco, pena que rolou no palco sunset. A arte merecia um espaço maior, mas seus detentores não olharam para o tamanho do palco e sim para o tamanho da plateia que, ávida por um bom show, se espremia e apertava para ver a diva. Ela dá uma clara impressão de que em qualquer momento, assim como num filme de ficção científica, vai tirar aquela máscara e revelar que na verdade é uma negra bem gordona, com capacidade diafragmática gigantesca para nos emocionar.
Como lamento não ter visto Janelle Monae cantar. Com um jeito elétrico e, às vezes, até meio doido me fascinou a ponto de querer chorar por não ter ido e sentido aquela energia lado a lado aos outros 999.999 loucos que com ela dançavam, gritavam e pulavam. Maravilhoso assistir aquilo tudo, mesmo que pela internet.
O poder da música é indiscutível. Sendo louco ou simples ele pega e atinge a todos. É inexplicável o fato de Renato Russo ter escrito suas canções, já estar morto e mesmo assim todos terem cantado num grande coro durante a homenagem feita ao Legião Urbana no festival. Os conceitos de amor e respeito ao próximo vão ser cantados por gerações e é a arte que fica. Renato infelizmente já morreu, mas o que ele escreveu ficou e provavelmente meus filhos e netos irão aprender através dele e sua arte.
O que fica no final não é a pirofagia, mas a arte que é feita.
Estão aí pra nos ensinar Dona Joss, Seu Renato e a pequena lôca-maluca Janelle.
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